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Rede Católica frente ao HIV/Aids - América Latina e Caribe
Boletim Informativo
Abril/2008 - Ano I - Nº 23
rede@pastoralaids.org.br
Brasil
Cooperação Brasil - Timor Leste
Cinco técnicos do Timor Leste estão em Porto Alegre para uma capacitação no campo das DST, HIV e Aids. Eles atuam nos serviços de saúde no interior do país e em organizações da sociedade civil que contribuem no enfrentamento da epidemia.
Com a presença de profissionais de Porto Alegre, representante da Seção de DST/Aids da Secretaria Estadual da Saúde e agentes da Pastoral da Aids, realizou-se no Hotel Everest, em Porto Alegre, a cerimônia de Abertura da capacitação, neste último dia 07.
Destacou-se que a cooperação vem sendo realizada desde 2003, quando o Ministério da Saúde convidou a Pastoral da Aids para colaborar, considerando o papel da igreja católica no Timor. Os timorenses também apresentaram a realidade atual do país, que passou recentemente por conflitos.
Durante 20 dias, os técnicos participarão de atividades práticas nos diversos serviços que realizam atendimento a pessoas que vivem com HIV: unidades básicas de saúde, hospital, maternidades, laboratórios. Aulas teóricas esclarecerão dúvidas sobre os procedimentos e fundamentarão a prática.
Por outro lado, os timorenses terão contato com várias Ongs/aids para compreender a importância do envolvimento de toda a sociedade no enfrentamento da aids.
Nicaragua
Cooperación Internacional para enfrentar el VIH
De 2 a 4 de abril de 2008 ocurrió en Managua el encuentro de intercambio con ONG's, Asociación de Personas viviendo con Sida y Pastoral da Aids(www.pastoralaids.org.br). Estuvieron presentes 75 personas de estas organizaciones que desarrollan acciones en el campo del Sida. Este encuentro hace parte del proceso de cooperación entre países latino-americanos promovido por la Red Católica frente al VIH y Sida conjuntamente con el Vicariato de Bluefields, con apoyo del CICT(www.cict-aids.org) y de OPAS(www.paho.org/default_spa.htm)
El objetivo del encuentro era articular y dar visibilidad a las prácticas existentes en el área de prevención y asistencia y posibilitar la discusión y profundización de la cooperación entre ellas en vista de una acción conjunta.
Fueron analizados los dados locales de la epidemia, la manera de realizar su enfrentamiento, considerando los limites y los avances. La Pastoral da Aids del Brasil presentó su práctica de intervención en El Brasil y colaboro dando luces sobre la realidad del país y los posibles caminos para mejorar la respuesta de las diversas iniciativas en el control de la epidemia. Al final del encuentro, el grupo discutió cuales eran los desafíos y necesidades actuales. También estableció un plan de actividades conjuntas: dar visibilidad a las personas que viven con VIH; organizar un foro de articulaciones, intercambio de experiencia y planificación conjunta de las acciones en ITS/VIH/Sida; ampliar el contacto con organizaciones de los otros países para una respuesta regional; establecer diálogo con órganos gubernamentales responsables por el programa de sida en vista de parcerias y acciones conjuntas y articuladas; fortalecer las organizaciones que trabajan con VIH y sida; ampliar el compromiso con la defensa de los derechos humanos, vinculando el enfrentamiento del sida sobre la base de esos derechos.
Fue agendado para los días 25 a 30 de abril el segundo momento de esta cooperación, con líderes de las dos Regiones del Atlántico.
Otras Noticias...
Médicos dizem em pesquisa que 74% dos portadores do HIV não revelam infecção aos parceiros e amigos
Uma pesquisa revela que, segundo infectologistas, 48% dos infectados pelo vírus HIV não contam status sorológico para as suas famílias. O levantamento deste e de outros dados foi realizado durante o Congresso Brasileiro de Infectologia, em outubro de 2007, pela primeira vez, e envolveu 202 especialistas. O objetivo era ter uma idéia de como é a relação médico-paciente em HIV/Aids. O estudo foi conduzido pela farmacêutica Pfizer. De acordo com o levantamento, 74% dos soropositivos não informam o status às pessoas pertencentes à sua rede de relacionamento, parceiros e amigos. Para o Dr. Juvêncio Furtado, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os números representam o medo do preconceito. "Os pacientes têm receio de tornar público a situação em local de trabalho, ou na família, e sofrer algum tipo segregação", comentou. Segundo 12% dos médicos infectologistas, a maioria das pessoas não acredita mais na mortalidade da Aids.
Mesmo assim, os dados não significam uma exatidão de 100% do dia-a-dia de todos os profissionais no País, mas um panorama da visão de infectologistas, segundo o Dr. Furtado. "A gente considera o preconceito como uma realidade. Só depois, mais tarde, quando acontece uma estabilidade da infecção, muitos já contam para família", disse Juvêncio.
Sobre o fato de 74% dos pacientes não informar suas relações sexuais a ninguém, "cabe aos médicos sensibilizá-los para a informação chegar em seus parceiros", explicou. Na opinião pessoal do especialista, as pessoas demoram pelo menos seis meses para revelar o HIV para a família e amigos mais íntimos.
Para os médicos entrevistados, o número de pessoas infectadas cresce todos os anos, inclusive no Brasil, principalmente porque ainda se pratica sexo sem o uso de preservativos. Essa é a opinião de cerca de 82% dos especialistas. Para um terço deles, 33%, o aumento no número de casos é também um reflexo da melhora no serviço de notificação e registro de pacientes recém-infectados. Já para 29%, esse crescimento é conseqüência da falta de acesso da população aos serviços de saúde.
Reação
Outro dado apresentado pela pesquisa é de que 63% das pessoas que vão a um consultório médico já sabem seu status sorológico, segundo a percepção dos médicos. Para 12 % dos infectologistas, os pacientes reagem ao diagnóstico sem grandes preocupações, pois acreditam que a Aids deixou de ser uma ameaça de morte e pode ser controlada.
"Acho que é um pouco mais do que 12%. As pessoas tem mais aceitação da doença do que no passado. Antigamente, a revelação causava até suicídio. O que falta lembrar é que o tratamento vai ter que acontecer diariamente, com precisão britânica", disse Juvêncio Furtado.
"Essa falsa sensação de segurança com a Aids não vai permitir, necessariamente, uma vida normal. A aceitação da Aids pode trazer um relaxamento e até a exposição proposital ao HIV - existem várias coisas. Muitos jovens, por acharem que o parceiro(a) não tem HIV, se descuidam e acreditam que não há problemas. Tratar a Aids não é tomar uma pílula de açúcar, essas medicações têm efeitos colaterais como aumento de risco cardiovascular ou liposdistrofia", lembrou.
Já para outra parte de especialistas, a reação do paciente ao descobrir que é portador do vírus não mudou muito nas últimas duas décadas. Para 62% dos médicos, o paciente reage pensando que vai morrer. Para 50%, o paciente entra em depressão; para 32%, entra em desespero; para 30%, demonstra revolta e para 29%, choque. Segundo os especialistas, 73% dos portadores de HIV não descobriram por acaso a infecção.
Segundo a Pfizer, o fato de esses profissionais conseguirem descrever a reação de seu paciente perante a doença denota a forte relação entre os dois. Mas o médico tem consciência da extensão do seu papel e, por isso, 93% consideram o apoio de familiares e amigos essencial ou muito importante para o sucesso do tratamento.
Futuro
Quando questionados sobre os principais desafios na luta contra a doença no futuro, 48% dos especialistas dizem que a resposta é a prevenção. Já 16% ressaltam a questão da baixa adesão ao tratamento; outros 16% apontam a resistência do vírus. Há que se considerar que não é sempre devido à baixa adesão que o vírus adquire resistência. Logo, as questões precisam ser tratadas separadamente. A falta de informação e de diagnóstico precoce, bem como a necessidade de novos tratamentos também foram apontados como importantes desafios para o futuro.
Para o presidente da SBI, a Aids "é uma doença prevenível, portanto, é inadmissível casos novos. O grande desafio é reduzir drasticamente a infecção".
"Ter cada vez mais medicações, com menos pílulas diárias e menos efeitos colaterais é outro desafio. O mais fantástico, mesmo, seria uma vacina", concluiu Juvêncio Furtado.
Rodrigo Vasconcellos
DICA DE ENTREVISTA
Sociedade Brasileira de Infectologia
Tel.: (0XX11) 5572-8958
Pfizer - CDN Comunicação
Eliana Aguiar
Tel.: (0XX11) 3643-2774
Fonte: www.agenciaaids.com.br/noticias.asp
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